A Vigararia de Amarante recebeu na manhã de sábado, 24 de outubro, no Centro Pastoral, um encontro de formação sinodal, com o objetivo de sintonizar o Sínodo Diocesano 2026-2028 guiado pelo lema “Ser Porto: formar, reformar, transformar”, o qual foi anunciado a 20 de setembro de 2025, por D. Manuel Linda, durante a Peregrinação da Diocese do Porto ao Santuário de Fátima.

Esta iniciativa, integrada num ciclo de catequeses sinodais que tiveram início no passado dia 26 de setembro e que têm vindo a realizar-se ao longo de toda a Diocese do Porto, contou com a participação de um significativo grupo de pedras vivas oriundas de todas as paróquias da Vigararia de Amarante, integrada na Região Pastoral Nascente da Diocese do Porto.

Deu início a este encontro o pároco de S. Gonçalo, Padre José Manuel Ferreira, que é também Vigário da Vara, que apresentou o lema do sínodo, ‘Ser Porto: Formar – Reformar – Transformar’, o qual surgiu do contributo de muitos e traduz a visão e a identidade da Igreja diocesana: uma comunidade acolhedora que congrega a diversidade e se alegra na unidade, assumindo-se  como uma grande comunidade cristã de portas abertas, onde o respeito pelo próximo é a base para partirmos juntos em missão e ao encontro da concretização dos sonhos que nos unem.

Marcaram também presença alguns Párocos e Diáconos da Vigararia, assim como o Padre António Bacelar pároco da Maia, a quem coube dar a conhecer a natureza eclesial do Sínodo, o seu método espiritual e a sua finalidade missionária, para que a Igreja da Diocese do Porto passe a caminhar junta de um modo a que, todos, falem a mesma linguagem.

Seguiu-se, assim, a apresentação da Catequese Sinodal Vicarial a qual rondou a reflexão sobre as questões “Quem, Somos?” e “Como vivemos?”.

Ao longo da sua dissertação, o Padre António Bacelar, referiu que a Igreja nasce da comunhão trinitária, torna-se visível na vida da Igreja e projeta-se na Igreja-Sacramento, como o princípio do Reino, caminhando sempre para além de si mesma: “A comunhão não termina na Igreja; abre-se ao Reino: a Igreja nunca constitui o termo do caminho. A sua razão de ser encontra-se sempre para além dela própria, no Reino de Deus que Cristo inaugurou e que o Espírito continua a fazer crescer na história. A Igreja não vive voltada para si; vive voltada para o Reino. Toda a sua vida (a evangelização, a liturgia, a caridade, o diálogo com a cultura) encontra aqui o seu critério e a sua medida. Quanto mais a Igreja se aproxima do Reino, menos ocupa o centro e mais deixa que seja Deus a ocupar esse lugar.”

Apresentou ainda o discernimento para que as Comunidades melhor possam seguir o Senhor e, por último, o método da Conversação no Espírito, que não é simplesmente um método de trabalho, mas é uma expressão concreta da própria natureza da Igreja. “Se acreditamos que a Igreja nasce da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, então também o nosso modo de discernir deve refletir essa comunhão. O caminho faz parte da meta. Por isso, este método dá um lugar privilegiado ao silêncio, à Palavra, à oração, à escuta e ao respeito pelo ritmo de cada pessoa.”

Este encontro de formação sinodal prosseguiu com um segundo momento, em que os participantes foram distribuídos por nove grupos, os quais foram interpelados a abordarem os aspetos que envolvem a vida de cada uma das Comunidades Eclesiais onde estão envolvidos e, bem assim, a exporem os seus pontos de vista durante um plenário que se revelou profícuo.

Este trabalho de grupos revelou o sentido de pertença de cada um em particular e, bem assim, a implicação na vida de cada uma das comunidades a que pertencem para olhar o caminho percorrido, percebendo quais os sinais de conversão pastoral já presentes e os aspetos a melhorar.

Na retina fica a certeza de que o caminho sinodal a percorrer até junho de 2028 vai ser longo e será distribuído por diversos momentos a decorrer na vida comunitária das paróquias de toda a Diocese do Porto.

texto e fotos de Rosa Helena Carvalho

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